Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa
Contra A Corrente Banner Exposic%cc%a7a%cc%83o

Começou há um ano atrás aquela que é talvez a maior crise migratória e humanitária de que se tem conhecimento desde a 2ª Guerra Mundial. 65.3 milhões, é o número de pessoas que, segundo a UNHCR, se viram obrigadas, em 2015, a abandonar as suas casas, o conforto do seu lar, a sua família, o seu trabalho, o seu país e a fugir de uma guerra que iria acabar com as suas vidas e com as vidas dos que amam caso nada fizessem, uma guerra que não começaram e que parece não ter fim. Acontece que a maioria dos refugiados são recebidos em países como a Turquia, Paquistão, Líbano, Irão e Etiópia, países esses que não têm capacidade de lhes oferecer as condições de vida necessárias ao seu bem-estar, vivendo estes em condições de pobreza extrema. Tal acontece porque outros países, nomeadamente países europeus, decidem virar as costas ao que está a acontecer, como se não lhes dissesse respeito, constroem muros que impedem a entrada destas pessoas nos seus países, criam barreiras que têm por base medo e cobardia, contribuindo para desencadear uma cascata de violência, revolta e miséria.

Estes são números e factos que parecem chocar-nos durante um minuto e que até nos despertam alguma compaixão durante o minuto seguinte mas, rapidamente, estes 2 minutos de sensibilização são substituídos por um longo período de indiferença e distanciamento.

Por esta razão, preparámos para ti uma exposição dedicada a esta problemática e que permanecerá no piso 01 do Hospital até ao dia 14 de dezembro, para que possas ver de perto a realidade que nos rodeia e que, direta ou indiretamente, nos diz respeito não só como futuros médicos mas como cidadãos deste mundo. Pretendemos que observes, questiones, sintas e te envolvas.

Porque não queremos ser os humanos que deixam a humanidade morrer na praia, desafiamos-te a visitar a nossa exposição e a não ficar indiferente. Desafiamos-te a que remes connosco contra a corrente.