Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa
Dsc03658

Encontra-se a decorrer o maior evento da Amnistia Internacional a nível mundial, a Maratona de Cartas. Conta com a participação de milhares de pessoas no mundo, que assinam cartas em prol de pessoas e comunidades em risco de forma a sensibilizar e sinalizar estes casos, com vista a combater violações de direitos humanos e melhorar as suas condições de vida.

Este ano, na Maratona de Cartas da Amnistia Internacional, adotaram-se 4 casos:

Mahmoud Abu Zeid, “Shawkan”
Egito

“Parecia um filme de Hollywood”, disse Shawkan. Só que as balas eram reais. O gás pimenta era real. Os tanques que reprimiam os protestos no Egito eram reais. E as cerca de 1000 pessoas que foram mortas eram todas demasiado reais. O jornalista Shawkan, cujo nome real é Mahmoud Abu Zeid, fotografou a repressão no Cairo em Agosto de 2013. Por este ato foi detido, torturado e preso.

Eren Keskin
Turquia

A advogada Eren Keskin recusa-se a desistir da justiça. Em 2014, foi condenada por “insultar o Estado Turco” porque se manifestou contra a morte de um jovem de 12 anos às mãos do exército. Desde então, tem sido alvo de inúmeros processos devido aos artigos publicados no jornal que editava. O Governo pretende prendê-la por se manifestar a favor da justiça. Mas Eren não será silenciada.

Edward Snowden
Estados Unidos da América

Quando Edward Snowden partilhou a coleção de documentos dos serviços secretos norte-americanos com jornalistas, revelou de que forma Governos vigiam os nossos dados pessoais, incluindo chamadas telefónicas, emails e muito mais. As suas ações potenciaram um movimento global de defesa da privacidade na era digital. Contudo, ele foi forçado a viver no exílio e enfrenta uma pena de décadas na prisão, nos E.U.A.

Annie Alfred

Malawi

Annie Alfred é como qualquer outra criança no Malawi, mas algumas pessoas acreditam que o seu corpo tem poderes mágicos. Annie nasceu com albinismo, uma condiçãoo hereditária que impede as células da sua pele de produzirem cor suficiente. E tal como outras pessoas com albinismo no Malawi, Annie corre o risco de ser perseguida pelas partes do seu corpo, porque existe a crença de que estas geram riqueza. Milhares de pessoas como a Annie estão em risco.

Como podes participar?

Passa pela sede da AEFML, junto da Ana Isabel ou pela Sala da Direção e pede uma carta para assinares.

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